Do pecado à piedade: quando Cristo redime nossas afeições

Do pecado à piedade: quando Cristo redime nossas afeições

Quando desejamos mudar e não conseguimos, é natural que o coração fique desanimado. Sabe quando você começa a perder peso, mas, de repente, chega a um platô? Desânimo total. A mudança exige disciplina, e é impossível mudar sem uma ação intencional e perseverante. Em nossa caminhada cristã, não é diferente. Para crescermos em graça e santidade, é necessária disciplina — ou seja, ação intencional e perseverante.

Se eu te perguntar assim: “Quando é que um ladrão deixa de ser ladrão?”, provavelmente você diria que é quando ele para de furtar. Certo, mas e se ele ficar um ano sem furtar e depois voltar a praticar atos ilícitos? Ele voltou a ser um ladrão, correto? Assim, o que ele fez foi apenas dar uma pausa na prática ilícita, mas não mudou quem ele era.

A Bíblia fala sobre sermos despojados e revestidos. O que eu quero te mostrar é que, na caminhada cristã, não basta abandonar o pecado — é preciso colocar algo no lugar. “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4.28). É preciso substituir o ato pecaminoso por algo santo. Ou seja, abandone o furto, mas passe a trabalhar. E não apenas isso: use do seu dinheiro honesto para ajudar os necessitados. Antes, ladrão; agora, alguém que não apenas deixou de furtar, mas que usa o que tem para ajudar o outro. Despojado e revestido!

Entretanto, toda mudança requer disciplina e perseverança. Paulo diz a Timóteo: “Exercita-te, pessoalmente, na piedade” (1 Tm 4.7b). O termo “exercita-te”, no grego original, é gymnaze, de onde se origina o nosso termo “ginástica”. O que ele está mostrando? Que a piedade é algo que precisa ser um hábito em nossa vida!

Você só consegue abandonar uma prática pecaminosa quando a substitui por uma virtude espiritual — e isso por meio do exercício, do hábito, da prática de devoções espirituais. Como um mentiroso abandona esse pecado? Não apenas quando para de mentir, mas quando passa a falar a verdade: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade…” (Efésios 4.25a).

Que, pela graça do Espírito Santo, possamos não somente nos despojar dos pecados, mas sermos revestidos das virtudes espirituais — e tudo isso para a glória de Deus.

AUTOR: Rev. André Carollino

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